O jornalista Evaristo Costa, de 48 anos, usou as redes sociais nesta quarta-feira (24) para compartilhar com seus seguidores um importante relato pessoal: ele convive com a doença de Crohn, atualmente em fase de remissão, e falou sobre o uso do cordão de girassol, símbolo internacional de identificação para pessoas com deficiências não aparentes.
Em vídeo publicado no Instagram, Evaristo explicou o significado do acessório e destacou como ele pode facilitar situações do dia a dia para quem enfrenta condições de saúde invisíveis. “O girassol é o símbolo que representa as pessoas que possuem algum tipo de deficiência não aparente. Quando você olha, não percebe que ela precisa de um cuidado especial”, disse, exibindo seu cordão e a carteirinha de identificação.
O ex-apresentador do “Jornal Hoje” citou exemplos de deficiências ocultas, como surdez, epilepsia, diabetes, esclerose múltipla, além de doenças crônicas como a própria doença de Crohn — condição inflamatória intestinal que pode causar sintomas severos e debilitantes.
Sintomas e constrangimentos
Ao falar sobre sua experiência com a doença, Evaristo detalhou os sintomas mais comuns, como dores abdominais intensas, cólicas, náuseas, vômitos, fadiga extrema e, principalmente, episódios severos de diarreia. “O mais constrangedor é a diarreia. É quase involuntária. Não é ir uma ou duas vezes ao banheiro. É ir 20, 30, 40 vezes”, relatou.
O jornalista também compartilhou episódios difíceis que enfrentou durante crises, ressaltando a falta de empatia de algumas pessoas diante de sua condição. “Já passei correndo por uma fila no banheiro do avião e não consegui passar na frente. O constrangimento foi enorme, não preciso dizer o que aconteceu”, contou. Em outro caso, relembrou: “Entrei em um restaurante para usar o banheiro, o segurança me barrou e disse que só poderia usar se consumisse algo antes”.
Cordão de girassol: identificação opcional, mas útil
Evaristo fez questão de enfatizar que o uso do cordão de girassol não é obrigatório, mas pode ser um instrumento importante de comunicação e respeito. “Ninguém é obrigado a usar esse cordão para ter seus direitos garantidos. É um uso opcional. Mas ele ajuda a comunicar rápido em situações urgentes”, explicou.
A fala do jornalista gerou grande repercussão nas redes, com muitos internautas elogiando a iniciativa de dar visibilidade às deficiências invisíveis e à importância da empatia no cotidiano.







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